DISCURSO PROFERIDO PELO PRESIDENTE DA DIRECÇÃO NO ACTO DE TOMADA DE POSSE PARA O QUADRIÉNIO 2016-2020.

Excelentíssima senhora Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Caro Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral Caro Secretário da Mesa da Assembleia Geral Caros Senhores Administradores do Sócio...

BASQUETEBOL...SITUAÇÃO CONTRATUAL DO ATLETA EMMANUEL MANNY QUEZADA.

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GIRABOLAZAP...TRICOLORES COM MISSÃO CUMPRIDA NA PRESENTE ÉPOCA

Na sequência da actualização que tem sido feita aos nossos Sócios, Adeptos e Público em Geral, a grande marca que fica na retina é o facto de nesta época crescente o Campeão dos Campeões, ter já ating...

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ENTREVISTA "TIAGO AZULÃO  FALA  AO  NOSSO  SITE".

Foi uma benção  para a nossa equipa de futebol, tal como no basquetebol, nos apareceu o Quezada, embora ainda distante dos êxitos atingidos deste dominicano, Tiago Azulão apesar  de realizar poucos jogos, assumi-se já como uma das pedras preponderantes do xadrez tricolor ao marcar cinco golos no Girabola Zap  e um na taça de angola. Jogador simples de fácil trato, joga do meio campo para frente, mas tem nos pés e na cabeça aquilo que qualquer jogador gostaria de ter "o de fazer golos com facilidade". É uma benção ou não o Petro ter um jogador com estas características, fino no trato de bola e com uma técnica apurada, veio  ajudar a nossa equipa a lutar pelo título nacional e tem dado provas disso. Tiago  Lima Leal de nacionalidade brasileira, 28 anos de idade, mede 1,79cm, pesa 74 kg e calça 42 cm. Tiago Azulão como a maioria o trata é convidado para responder algumas questões ao nosso Site.

S.C: Tiago, por favor queira apresentar-se ao nosso site...

TAZ: Olá, chamo-me Tiago Lima Leal mais conhecido por Tiago Azulão.

S.C: Porquê Azulão?

TAZ: Azulão surgiu quando comecei a jogar com 10 anos de idade. Na escola levava  o meu próprio uniforme de treino que tinha ganho de um vizinho (roupa e chuteira toda Azul), devido a cor, os amigos começaram a chamar-me de Azulão e isso pegou e ficou até hoje. Gosto porque é um nome próprio e diferente.

S.C: Quais foram as equipas que representou no Brasil?  E começou a dar os primeiros pontapés?

TAZ: No Brasil joguei por diversas equipas. Essa pergunta dá para explicar um pouco da realidade do futebol Brasileiro, o facto de você passar por várias equipas. É que no Brasil, os “únicos” que fazem contratos longos são as equipas da Serie A, e algumas da Serie B.

No Brasil temos 4 divisões e o facto de existirem muitos jogadores, os clube trocam constantemente o seu elenco a cada ano, por isso é que para jogar tens de manter um nível muito alto de actuação. E respondendo a pergunta do site, comecei a cerreira no São Paulo FC. Joguei no Boa Esporte Clube na Serie B. No Fortaleza joguei na serie C, mas já foi da serie A e tem muitos adeptos. A Caldense um dos últimos clubes onde tive uma passagem boa, e fora do Brasil joguei na Turquia quando tinha apenas 19 anos. Passei por outras equipas, mas esses foram as passagens mais marcantes.

S.C: Quando e onde ouviu falar pela primeira vez sobre Angola? E como surgiu a ideia de vir jogar em Angola?

TAZ: No Brasil sempre ouvi falar, pelo facto de falarmos a mesma língua, mas não tinha um conhecimento profundo do País, agora posso dizer que conheço mais e um pouco da história de Angola. A ideia surgiu pelo fato de ter trabalhado junto com os dois Brasileiros que fazem parte da comissão técnica. Eles já me conheciam e junto com a Direcção e o Treinador procuraram tirar o máximo de informação sobre mim. Deu certo e aqui estou.

S.C: Como foi recebido pela Direção, Técnicos e colegas?

TAZ: Quando cheguei fui muito bem recebido por um dos Directores no Aeroporto e, assim também foi no meu estágio no Lubango. Ao chegar, fui muito bem recebido por todos e sento-me a vontade a cada dia mais!

S.C: Gosta do estilo de futebol que o Petro pratica? E foi fácil a sua inserção no grupo?

TAZ: Sim gosto. O futebol foi a parte que eu tive que tentar me adaptar o mais rápido possível, por que é  mais corrido que no Brasil. A diferença é que para jogar no Petro tens que ter garra e disposição e isso nunca me faltou. O futebol que o nosso treinador pede é intenso, bola no chão e jogar com qualidade!

S.C: Qual é a diferença do futebol que se pratica em Angola e no do Brasil?

TAZ: A diferença é que em Angola corre-se muito com a bola e querem driblar as vezes sem objetividade.

S.C: Qual é a posição que mais gosta de actuar?

TAZ: Do meio campo para frente não tenho dificuldade em nenhuma posição. No Brasil jogava mais pelos extremos, mas aqui estou no meio ofensivo e estou a gostar. Onde estiver a ser eficiente para a equipa fico feliz.

S.C: Esta sua apetência pelos golos é natural ou é fruto de muito trabalho?

TAZ: Na época de juvenil e júnior sempre fui de fazer muitos golos, no Sénior também já fui artilheiro em algumas equipas. Joguei muito tempo como avançado e ajudou-me muito a saber finalizar e conseguir fazer muitos golos de cabeça, mas o trabalho de aperfeiçoar nunca é de mais.

S.C: Que avaliação faz ao nosso futebol numa escala de Zero a Dez?

TAZ: Acho que número nessa pergunta não importa muito porque cada País tem seu forma de jogar e suas características próprias, espero que a cada ano o futebol angolano cresça e que os jovens talentos possam despontar para grandes clubes.

S.C: Já se considera adaptado ao futebol Angolano?

TAZ: A cada jogo tento entender um detalhe a mais, por que os jogos fora de casa são sempre muito difíceis, os campos aqui fazem com que se iguale muito uma equipa com boa técnica contra outra com muita vontade.

SC: Acha que o Petro ainda pode chegar ao título?

TAZ: Pra mim no futebol não existe a palavra impossível, enquanto existirem possibilidades vamos sonhar, mas deixando bem claro que o objetivo traçado esta sendo alcançado a cada jogo. Estamos na terceira posição devido à muita luta do grupo, que a cada jogo se entrega ao máximo e assim vamos até ao fim. Jogo por jogo como se fosse uma final e quando chegarmos em Novembro vamos ver o que podemos colher.

SC: Certamente que já provou as iguarias Angolanas. Diga qual foi o prato que mais gostou?

TAZ: De diferente aqui só comi o funge, mas a culinária angolana é bem parecida com a do Brasil.

S.C: O que lhe motivou  a vir em Angola e no PETRO DE LUANDA?

TAZ: Sempre fui movido por desafios. Quando surgiu a possibilidade de representar o Petro, olhei para o desafio de jogar num País africano e tinha vontade de conhecer. Minha família apoiou-me e então decidi aceitar!

S.C: O que tens a dizer sobre a torcida (Claque) do Petro nas outras Províncias onde tens passado?

TAZ: Lembro do meu primeiro jogo que foi fora contra o 4 de Abril no Cuando Cubango, ao chegar no Aeroporto a claque estava lá esperando pela equipa, foi onde vi a dimensão que têm os adeptos do Petro no País inteiro. Vejo que são muito fanáticos e acompanham-nos em todas às Províncias, sendo que o calor dos adeptos é muito importante.

S.C: Chegou em Angola sem ritmo e a cada dia que passa vai mostrando que é um bom Jogador. Se lhe é dada uma oportunidade para representar a selecção de Angola estaria disponível?

TAZ: Se fosse uma oportunidade de crescimento não teria como não aceitar, ainda mais por me estar a sentindo como se estivesse em “casa”, mas vejo com outros olhos e a selecção está em fase de renovação com muitos talentos jovens. Espero que a selecção volte a disputar outro Mundial.

S.C: Qual é a sua opinião sobre o futebol angolano e se pretende continuar de tricolor ao peito?

TAZ: Não gosto de opinar nesse sentido, porque vim para aqui e eu é que tenho de me adaptar ao futebol angolano, então vejo essa oportunidade como uma aprendizagem e conhecimento de um futebol mais corrido. Estou muito feliz no Petro, mas temos contrato a cumprir, não dá para dizer como será o futuro…

S.C: Como está a encarar a sua adaptação no clube, visto que nos seus primeiros jogos já é o melhor artilheiro da equipa na segunda volta do campeonato?

TAZ: Se disser que imaginava que me iria adaptar tão rápido estaria a mentir, estou feliz por ter acontecido dessa forma e mais feliz ainda por estar a marcar golos e assim puder ajudar a minha equipa a ganhar jogos. Mas com golos ou sem eles a disposição e a luta em campo nunca me irá faltar!

S.C: Qual é a sua meta de golos por temporada? E qual é a sua ambição no nosso clube e no Girabola Zap?

TAZ: Tem jogadores que colocam metas, eu acho que isso te trás uma responsabilidade e uma cobrança a mais, trato com mais naturalidade. Jogo pra vencer, sendo eu ou um colega a marcar o golo o importante é a victoria, mas claro que todo o jogo que entro mentalizo que vou fazer um golo. Trabalho e concentro-me para que aconteça.

S.C: Quantos golos gostarias de marcar nessa temporada?

TAZ: Gostaria de marcar muitos (Risos), mas vou ter de suar muito para isso e como disse; meu maior objetivo é a victória do Petro!

S.C: Como se sente estando no clube mais titulado do Girabola?

TAZ: Antes de representar o Petro, pesquisei muito sobre a história do clube e, o que vejo por aqui é tudo que tinha visto pela Internet e para mim é uma honra fazer parte de um clube com tradição, história e muitos títulos em Angola.

S.C: Por quantas temporadas pretende ficar no Petro?

TAZ: Como disse, tenho um contrato a cumprir pois isso não dá para prever, mas estou feliz em estar aqui a representar esse clube!

S.C: Que diferença há entre jogar em Angola no Girabola Zap e jogar no Brasil?

TAZ: A diferença é que no Brasil a cobrança é maior que aqui, a cobertura de imprensa, repórteres e o futebol praticado dentro de campo.

S.C: Quando lhe apareceu o convite para vir jogar em Angola, qual foi a sua primeira reacção?

TAZ: A primeira reacção foi de felicidade porque já queria um novo desafio fora do Brasil, então se essa foi a oportunidade que Deus me deu, vim de coração aberto!

S.C: Já conhecias Angola, e particularmente o seu futebol?

TAZ: Conhecia pela Televisão e o futebol não conhecia nada, só sabia que o Rivaldo jogou aqui há uns anos!

S.C: Qual é o Jogador que mais lhe admira no Estrangeiro, em Angola e no Petro?

TAZ: Meu ídolo é o Ronaldo Fenómeno e admiro muito o futebol do Cristiano Ronaldo e Benzema. No Petro temos muitos jogadores de qualidade!

S.C: É casado? Tem filhos? Sonha em jogar em que campeonato à nível Mundial?

TAZ: Sou praticamente casado, minha noiva vive comigo e tenho uma filha de 6 meses chamada Lunna. Todo Jogador tem que sonhar alto, eu ainda desejo sim jogar em algum campeonato.

S.C: Onde foi formado?

TAZ: Minha formação foi no São Paulo FC, infantis, juvenil, júnior e profissionalizei-me lá, depois saí para outras equipas.

TAZ: Quero aproveitar essa pergunta para agradecer os adeptos que deixaram e deixam mensagens na minha página no Facebook, não foi possível responder a todos, mas agradeço por aqui o carinho e a força que muitos me deram assim que cheguei ao Petro! E que continuem a dar força a nossa equipa, porque todos trabalham sério e duro para dar alegria a eles!

Espero que tenha respondido todas as dúvidas dos adeptos, fico feliz em estar a ajudar e dar alegria a essa nação tricolor, obrigado pelo carinho!

ASSINATURA

Tiago Azulão.

Próximo Jogo


PETRO DE LUANDA

VS

PRIMEIRO DE AGOSTO

15H30, SÁBADO, 05/11/2016

ESTÁDIO 11 DE NOVEMBRO



Inquérito Petro de Luanda

Qual o melhor marcador do Petro de todos os tempos?
 

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