O Petro de Luanda protagonizou um grande jogo, na tarde desta quarta-feira, nas meias-finais da Taça de Angola, infelizmente perdeu diante do Wiliete de Benguela por 4-3, na marcação de grandes penalidades, após empate a uma bola no tempo regulamentar, num jogo disputado no Estádio do Ombaka e fortemente marcado por decisões controversas da equipa de arbitragem.
Depois de uma primeira parte sem golos, os petrolíferos regressaram dos balneários mais determinados e assumiram o controlo da partida, demonstrando maior esclarecimento táctico e qualidade ofensiva.
Apesar do apoio do público da casa, o Wiliete encontrou dificuldades para contrariar a organização defensiva dos trabalhadores.
Ao longo do encontro, a formação petrolífera foi crescendo no jogo, subindo as linhas e criando várias oportunidades de perigo junto da baliza contrária.
Já os benguelenses, empurrados pelo trio de arbitragem, apostavam em contra-ataques, mas sem conseguir surpreender a defesa petrolífera, que se mostrou segura e concentrada.
O marcador viria a ser inaugurado aos 53 minutos, numa excelente jogada conduzida por Evanilson, que assistiu Tiago Azulão para o primeiro golo da partida.
Mesmo depois da vantagem, o Petro continuou a pressionar em busca do segundo golo, controlando as operações e demonstrando maior domínio dentro das quatro linhas.
Quando tudo indicava uma vitória petrolífera, surgiu o momento mais polémico da partida.
Aos 90+5 minutos, o Wiliete chegou ao empate numa jogada antecedida
de uma falta clara sobre o jogador Soba.
O árbitro mandou seguir o lance e validou o golo, provocando fortes reclamações da equipa visitante.
A segunda parte ficou marcada por inúmeras decisões contestadas da equipa de arbitragem, num desempenho considerado abaixo da média e que acabou por influenciar directamente o desfecho do encontro.
A actuação do árbitro principal e dos assistentes gerou indignação entre os responsáveis petrolíferos.
“Errar é humano. Mas quando os erros acontecem sistematicamente para o mesmo lado, deixa de parecer incompetência e começa a levantar sérias dúvidas sobre a imparcialidade da arbitragem.
Na decisão por grandes penalidades, a polémica voltou a instalar-se.
O guarda-redes Hugo Marques chegou a defender uma das penalidade do Wiliete, mas o árbitro mandou repetir o remate, decisão que beneficiou a equipa da casa e aumentou ainda mais a contestação por parte do Petro de Luanda.
O Petro deixou Benguela com fortes críticas à arbitragem, numa partida que ficará marcada mais pelas decisões do trio de arbitragem.
Petro Atlético -Energia para Vencer



