O Atlético Petróleos de Luanda mantém a liderança do Girabola com 43 pontos, após empatar a uma bola diante do Wiliete de Benguela, em partida referente à 18.ª jornada da principal competição do futebol angolano.
O encontro começou bastante intenso, com as duas equipas à procura do golo desde os primeiros minutos.
A formação do Catetão foi a primeira a criar perigo, explorando sobretudo o flanco direito, de onde surgiram vários cruzamentos que, no entanto, não foram aproveitados com eficácia pelos avançados petrolíferos.
Logo aos oito minutos, Kinito chegou a colocar a bola no fundo das redes, após aproveitar um cruzamento vindo da esquerda e cabecear para golo. Contudo, o árbitro anulou o lance por alegado fora-de-jogo. O golo foi anulado de forma errada, por se tratar de um golo limpo, pois Kinito esteve posicionado antes do ultimo defensor.
Apesar da pressão inicial do Petro, foi o Wiliete quem inaugurou o marcador aos 22 minutos, surpreendendo a equipa da casa.
Quando tudo indicava que os benguelenses iriam para o intervalo em vantagem, surgiu o empate petrolífero. Aos 40 minutos, Tiago Reis recebeu um cruzamento pela direita e, de cabeça, empurrou a bola para o fundo das malhas, restabelecendo a igualdade no marcador.
Três minutos depois, instalou-se a polémica no encontro. O árbitro deixou passar em claro um pênalti considerado evidente sobre avançado do Petro dentro da pequena área.
A decisão provocou fortes protestos no banco da equipa tricolor e, na sequência, o delegado ao jogo do Petro, Gilberto, acabou expulso com cartão vermelho.
O clima de tensão manteve-se em campo. Pouco depois, uma falta sobre um jogador do Petro originou troca de palavras entre atletas das duas equipas, culminando com a expulsão de Evanilson.
Após Evanilson ter sido agredido de forma clara e escandalosa, a equipa de arbitragem acabou por tomar uma decisão bastante contestada ao expulsar os dois jogadores envolvidos no lance.
No entanto, nas imagens e na reação em campo ficou a sensação de que Evanilson foi apenas vítima da agressão, o que tornou a decisão ainda mais polémica e levantou fortes críticas à actuação da arbitragem.
No reatamento, mesmo reduzido a dez unidades, o Petro mostrou maior iniciativa e continuou à procura do segundo golo.
Já o Wiliete revelou pouca ambição ofensiva e dificuldades para tirar proveito da superioridade numérica.
Aos 73 minutos, nova expulsão marcou a partida, desta vez para Jorge Ferreira, após uma falta considerada dura pelo árbitro. Mas uma vez, o homem do apito foi infeliz, pois não esteve bem.
Perante esse cenário, a equipa do Catetão foi obrigada a adoptar uma postura mais cautelosa, embora continuasse a criar as melhores oportunidades.
Já perto do final, aos 87 minutos e novamente aos 90+1, os petrolíferos estiveram muito perto de marcar o golo da vitória.
Num jogo marcado por polémicas e várias expulsões, o árbitro acabou por ser uma das figuras centrais do encontro.
Sabemos que errar é humano, mas quando os erros se repetem tantas vezes e quase sempre para o mesmo lado, já não podem ser vistos apenas como falhas. Passam a levantar sérias dúvidas sobre a intenção de prejudicar o Petro.
O árbitro teve uma atuação muito contestada, sendo considerado o pior elemento em campo. As suas decisões acabaram por gerar forte indignação, sobretudo por vários lances terem sido interpretados como prejudiciais à nossa equipa.
Para salvaguardar a verdade desportiva, entende-se que a equipa de arbitragem deveria ser alvo de uma avaliação rigorosa por parte das entidades competentes, podendo inclusive ser afastada da condução de jogos até ao final da época.
Pela actuação, a equipa de arbitragem, proveniente da Huila, saiu de Luanda com a nota zero.
Ainda assim, o empate permite ao Petro manter-se firme na liderança do Girabola, somando agora 43 pontos após 18 jornadas.
Petro Atlético -Energia para Vencer




